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11.15.2017

OAB é maratona, não corrida de velocidade

11/15/2017 02:09:00 AM

OAB é maratona, não corrida de velocidade


Olá, meus queridos jusamigos(as). Com a proximidade de mais uma etapa do exame da ordem, assim como o fato de 2018 estar bem ali, e com isso alguns de vocês começarão a dar ênfase ao exame da OAB, senti que era necessário escrever um breve post sobre o estudo para a prova da ordem.

Fico extremamente preocupado com o desgaste - financeiro, social, emocional e profissional - que vejo muitos amigos passando. Essa importante etapa de nossas vidas não precisa ser assim. Aliás, não deveria!

O exame da OAB visa avaliarconhecimentos que adquirimos durante 05 anos na faculdade. Não há necessidade de entrar em pânico! Muita coisa vocês já sabem, outras estão ali escondidinhas na memória e alguns temas realmente são desconhecidos.

O que é preciso ter ciência é que nessa etapa é importante revisar com calma os principais temas das principais matérias da ordem. O que não falta no blog é dica de como, quando e porque fazer isso.

Não é o momento de aprender nada do zero. Tranquilamente revisando o melhorando o conhecimento do que você já sabe é suficiente para sair com êxito do exame. Uma vez reforçado o que já se sabe, ai sim passe a cogitar aprender mais sobre temas desconhecidos.

Lembre-se: O exame da OAB te dá o luxo de errar metade da prova e mesmo assim você passa. Você não precisa estudar para gabaritar. Até porque pelo pouco espaço de tempo tem tudo pra dar errado e, dando errado, as chances de não gabaritar e nem passar são grandes. Chances essas que poderiam ter sido evitadas com um estudo mais técnico, tranquilo e direcionado.

Não se sinta na obrigação de aprender o que não sabe até aqui. Sugiro reforçar o que já é sabido e ampliar esse conhecimento direcionando nas matérias com maior quantidade de questões. Somando isso à uma rotina de resolução de questões anteriores, cuja quantidade dependerá do quanto de tempo você tem por dia, não tenha dúvidas: você irá passar!

Quem está chegando perto do último ano do curso, uma recomendação: Valorize as matérias da faculdade, deixe para se preocupar com OAB quando de fato estiver habilitado(a) para prestar o exame. Acredite, você estará estudando pro exame muito melhor dessa forma, por mais paradoxal que isso possa parecer.

Estude no seu tempo, você não tem obrigação de prestar esse ou o próximo exame. Vá estudando, revisando, respondendo questões e preste o exame quando você sentir que esse é o momento. 

Eu senti que meu momento era quando eu estivesse no 9º período do curso. Mas você pode sentir que seu momento será depois da formatura, pois terá mais folga para estudar como desejado. Não há nada de errado nisso, cada um tem seu time

Ah, mas se não passar de primeira? E daí? A carteira de quem passou depois de 2 ou mais tentativas tem as mesmas qualidades de quem passou de primeira. A carteira de quem passou com 10 é a mesma de quem passou com 06. Pare de criar obstáculos pra você mesmo. Comece a construir pontes de solução.

Vá com calma, com constância. No seu tempo. As coisas vão acontecer.

11.11.2017

Algumas novidades que vieram com a reforma trabalhista - Por Kelly Amorim

11/11/2017 10:12:00 PM
Algumas novidades que vieram com a reforma trabalhista - Por Kelly Amorim


A Lei 13.467/2017 mais conhecida como Reforma Trabalhista entrou em vigor hoje,  mudando muitos pontos no Direito material tanto individual como coletivo e também aspectos processuais na área trabalhista.


Impacto da reforma trabalhista no âmbito material do direito do trabalho:


1. Se o trabalhador tiver um Acordo e uma Convenção Coletiva prevalece sempre o Acordo por ser mais específico, antes a CLT determinava no artigo 620 que prevaleceria a norma mais favorável ao trabalhador, com a reforma prevalece a mais específica.
2. Introduz a prescrição intercorrente 
3. Banco de horas poderá ser por Acordo individual escrito
4. Retira as horas extras fictas referentes a intervalos não cumpridos ou cumpridos parcialmente, ou seja, se um trabalhador não gozar o intervalo ele terá direito somente ao tempo que não gozou e não o intervalo inteiro e isso será indenizado e não considerado como hora extra, sendo assim não refletirá nas verbas trabalhistas.
5. Jornada 12x36 englobará trabalho em domingos e feriados.
6. Acaba as horas in itineres 
7. Acaba o direito à gratificação de função quando o trabalhador passa 10 anos em função de gratificação e volta para o cargo anterior. 
8. Introduz o teletrabalho - trabalho fora do âmbito físico do empregador e com meios de tecnologia de informação, este empregado não terá limite de jornada, ou seja, pode trabalhar o tempo que for e não terá horas extras.
9. Introduz o dano moral tabelado, o juiz poderá condenar em até 3 salários do ofendido se o dano for leve, 5 salários de for médio, 20 se for grave e 50 de gravíssimo. 
10. A rescisão do contrato de trabalho não precisa mais ser homologada pelo sindicato ou pelo Ministério do Trabalho, independentemente do tempo de serviço.


Impacto da reforma trabalhista no âmbito processual:

1. Competência para homologação de acordo extrajudicial
2. Prazos contados em dias úteis 
3. O preposto não precisa ser empregado do Réu.
4. Introduz honorários advocatícios sucumbenciais. 
5. Introduz a litigância de ma-fé.
6. Parametriza o benefício da justiça gratuita.
7. Obriga o pagamento dos honorários periciais mesmo se a parte tiver beneficiada pela justiça gratuita. 
8. A petição inicial no rito ordinário precisará ser liquidada, ou seja, com os cálculos Trabalhistas.
9. O juiz poderá inverter o ônus da prova. 
10. A execução definitiva também deverá ser provocada, salvo jus postulandi.
É isso, gente! Até a próxima rodada de Dicas sobre a reforma.
Boa sexta e um excelente fds.
Beijos,
Professora Kelly Amorim


Graduada em Direito pela Faculdade de Direito - Universidade Federal de Alagoas - UFAL. 
Professora Kelly Amorim
Pós-Graduada em Docência do Ensino Superior pela Universidade Cruzeiro do Sul - UNICSUL.
Pós-Graduada em Direito e Processo do Trabalho pelo Instituto Processus em Brasília, Universidade Cruzeiro do Sul.
Mestre em Políticas Públicas pelo Centro Universitário UNICEUB.
Professora de Direito e Processo do Trabalho no Centro Universitário UDF em Brasília.
Advogada.


O médico da humanidade e a cura da corrupção [resenha]

11/11/2017 04:32:00 PM
O médico da humanidade e a cura da corrupção - Augusto Cury
História, filosofia, política, psicologia e religião. Essas são as quatro palavras-chaves que, tranquilamente, resumem a obra O médico da humanidade e a cura da corrupção, de autoria do festejado escritor Augusto Cury.

O livro que será o centro de nossas atenções na resenha de hoje, coincidentemente, tem a ver com o direito. Aliás, o que não ter a ver, não é mesmo?

A obra narra a história de um renomado advogado criminalista que decide tentar a candidatura ao cargo de Presidente da República, após sucessivas tentativas vitoriosas em outros cargos políticos.

O enredo do contexto do livro é muito interessante. Tudo começa num voo em que o personagem principal, o Advogado e presidenciável Napoleão Anacleto de Alcântara Filho encontra um misterioso personagem cuja identidade - até o último capítulo - resume-se ao pelido de "H", cuja significação só será descoberta nas folhas finais.

O desenvolver dos fatos é bem diferente de uma narrativa comum. Percebe-se a contribuição do grande domínio do autor dentro de temas como história, filosofia, psicologia e religião para conceder a esse desenvolvimento algo a mais que uma mera narrativa.

Fatos históricos e suas repercussões na narrativa do médico da humanidade


A todo momento o leitor é convidado a refletir sobre temas sensíveis da vivência humana através das amarguras psicológicas vivenciadas por Napoleão. 

O misterioso personagem possui poderes capazes de voltar ao passado com seu companheiro de viagem para visitar trechos sensíveis da história da humanidade. 

A finalidade? Demonstrar a influência deles tanto na sociedade quanto em nossa vida íntima. 

É nítido o convite frequente que a história nos faz para refletirmos sobre acontecimentos que mudaram a história da humanidade. 

O autor traz aspectos filosóficos, históricos e psicológicos dos bastidores desses acontecimento, ao mesmo tempo em que insere nosso personagem dentro dos ocorridos. 

O que me chamou muita atenção foi justamente essa abordagem mesclada de história, filosofia e psicologia feitas com acontecimentos centrais da humanidade como plano de fundo. 

O nazismo, a revolução francesa, a morte de Jesus Cristo - com análise do julgamento e comportamento do tribunal que o condenou -, o julgamento de Sócrates, entre diversos outros marcos históricos são contextualizados na obra. 

O destaque fica para a minúcia de detalhes que cada passagem histórica é abordada, especialmente as características dos grandes personagens que marcaram cada época que compõe as inúmeras viagens de Napoleão com seu mestre e mentor.

Cada abordagem dessa tem por objetivo ajudar Napoleão a encontrar o seu próprio eu, perdido em virtude do fato dele não ter conseguido equilibrar o sucesso da vida pública com o fracasso de sua vida privada. 

Napoleão, há cada passagem e diálogo, passa por um constante processo de autoconhecimento cujo final é simplesmente espetacular.

A descoberta da identidade do personagem misterioso (o "H") ao final da narrativa dá todo um ar de coesão ao enredo abordado. 

O tempo todo eu lia na expectativa de identificar quem de fato esse personagem simbolizaria. 

A narrativa é feita por discurso direto. O personagem principal chega a dialogar com os figurões da história da humanidade. 

E o resultado desses diálogos, junto com a análise deles proporcionada pelo mentor através do método maiêutico é simplesmente sensacional.  

É inegável, também, a presença do aspecto religioso em diversos trechos do livro, o que não chega a caracterizá-lo como um livro do gênero gospel

A religiosidade é abordada de forma, digamos assim, mais racional. Até porque grandes passagens da história possuem um nítido caráter de influência religiosa. 

Como por exemplo, cito duas: No julgamento de Sócrates, um dos três argumentos para sua condenação residia na imputação de ofensa do filósofo aos deuses da antiga Grécia. 

Outra passagem está na ocorrência do julgamento de Jesus Cristo, que dispensa maiores explicações quanto à sua natureza religiosa, por questões óbvias.

Outra coisa que torna a narrativa interessante é que tudo isso se passa concomitantemente ao desgastante momento em que Napoleão tenta a eleição para o cargo de Presidente da República. 

As lições aprendidas com essas viagens são nitidamente utilizáveis no cotidiano do personagem, que enfrenta grande resistência para implementar o seu aprendizado misterioso, inclusive resistência por parte dele mesmo.

Napoleão Anacleto de Alcântara Filho: temos um pouco dele em algum aspecto de nossa vida?

O personagem principal do enredo é um advogado de muito sucesso no âmbito criminal e político, tanto é que o grande objetivo dele no momento da história é conseguir ocupar a função mais importante do poder executivo federal.

O médico da humanidade e a cura da corrupção - Augusto CuryNo entanto, a personalidade forte e inabalável que nosso personagem demonstra possuir vai se desnudando com o passar das lições aprendidas com seu mentor "H". 

E através dessas lições, Napoleão Anacleto vai descobrindo que há coisas, pessoas e acontecimentos que fazem parte de sua vida cuja importância foi relegada ao segundo plano.

A narrativa expõe diversos problemas pessoais do presidenciável que podem facilmente serem presentes em qualquer pessoa: Medo do fracasso, ansiedade, ausência de empatia, prepotência, depressão - tema muito contextualizado durante todo o livro, inclusive -, ausência de prioridades no que realmente merecia ser prioridade, entre outros.

O ponto positivo dele descobrir ter todos esses problemas está em justamente ter ciência deles para assim poder tentar repará-los. 

Parafraseando uma passagem do livro na parte em que o personagem toma ciência de sua mortalidade e falibilidade como  pessoa: O primeiro passo para resolver um problema é saber que ele existe

E assim várias histórias e passagens dela fazem Napoleão Anacleto repensar a sua própria história, buscando meios de ser uma pessoa melhor para si e para seus próximos (familiares, amigos e desconhecidos).

O escritor da obra, ao analisar os demônios internos de Napoleão Anacleto, acaba por desnudar alguns demônios internos que nós leitores temos. 

A contextualização acaba se tornando uma terapia de autorreflexão escrita durante todas as 254 páginas do livro, que possui uma linguagem muito direta e objetiva.

Afinal: Quem é o médico da humanidade e a cura da corrupção?

Conforme avanço na leitura da obra, percebe-se que não há "a" cura, mas sim "as". São diversas ferramentas utilizáveis com um único propósito: "Aumentar a imunidade contra o vírus da corrupção, que está na circulação humana"

O autor demonstra que a cura não parte de fora para dentro, mas sim justamente o contrário. E isso é muito bem abordado no contexto da vida de Napoleão, que vivencia diversas circunstâncias onde a corrupção é tudo, menos combatida. 

O médico da humanidade e a cura da corrupção - Augusto Cury
Quanto ao médico da humanidade, não posso entrar muito no mérito detalhado a ponto de dizer quem seja. Porém, isso não me impede de deixar uma pista. 

A principal dica que posso dar no momento é: Ele tem tudo a ver com o misterioso personagem que acompanha Napoleão Anacleto. 

Aliás, esse misterioso mentor intelectual desempenhou o mesmo papel diante de diversos personagens da história da humanidade. Napoleão não foi o primeiro e nem será o último. 

Pelo conteúdo do final do livro acredito que haverá uma continuação, uma vez que determinadas lacunas da narrativa não foram preenchidas. 

Não posso dizer quais porque ai seria um baita de um spoiler

Ao finalizar o livro você perceberá muito bem o que estou dizendo.

A leitura do Médico da humanidade e a cura da corrupção foi agradabilíssima e conclui em menos de 24 horas. 

É um excelente livro para relaxarmos a cabeça e fugirmos um pouco da frieza do estudo técnico das normas jurídicas. E o melhor: A fuga ajudará justamente a sermos melhores tanto como pessoas quanto profissionais.

O principal personagem esteva inserido no ramo das leis, o que foi uma feliz coincidência, diga-se de passagem. Está recomendado.

11.09.2017

Quem sabe, fala simples - Por Viviane Mosé

11/09/2017 11:58:00 PM
orador


Olá, meus queridos jusamigos(as).

O tema de hoje é sobre uma temática um tanto quanto abrangente. Trata-se de um assunto que assola diversas áreas, inclusive a jurídica.

É algo que venho notando cada vez mais evidente com o passar o tempo e com o acréscimo de maturidade na leitura: A necessidade que algumas pessoas têm de falar/escrever difícil para parecerem eruditas.

No começo eu achava ser deficiência de minha parte ao lidar com textos cuja realidade, em termos de complexidade, era muito distante da minha. Mas ai fui ganhando conhecimento dentro da área e de alguns temas e, com isso, pude perceber que muitos muito falam, mas pouco têm a dizer.

Vocês nunca tiveram uma impressão de ler um conteúdo e no final perguntar: E daí? Certo, e?

A partir daí passei a valorizar mais Professores cujas aulas e livros são verdadeiros atos de se fazer entender. Alguns escritores parecem que escrevem para si, ou simplesmente para impressionar seu público pelo grande domínio no uso de mesóclises.

Ao navegar pelo youtube, encontrei esse vídeo muito interessante da Viviane Mosé (filósofa e psicanalista) sobre o tema. É bem curtinho e vale muito a reflexão.

Bom vídeo a todos.

11.07.2017

Como organizar seus estudos, por Camila Silveira

11/07/2017 05:11:00 PM
amoridico


Olá, jusamigos(as). O texto hoje é uma entrevista sobre um tema de muito interesse para todos os estudantes: Organização dos estudos


Para trocarmos uma ideia sobre o tema e seus afins, convidamos a Professora Camila Silveira Costa, 23 anos, Bacharel em Direito pela Unirb - Faculdade Regional da Bahia, Advogada, Pós-Graduanda em Direito e Processo Civil pela Estácio de Sá, Pós-Graduanda em Direito e Processo do Trabalho e Previdenciário pela Estácio de Sá, Professora de Reforço Jurídico, Monitora da disciplina Prática Jurídica Cível na Unirb - Faculdade Regional da Bahia.


Camila é idealizadora do projeto amoridico. No decorrer da entrevista ela nos deu muitas dicas legais e simples de serem implementadas. Confira!


Organização: Estudos, vida acadêmica e vida pessoal


Blog Diário de um estudante de Direito: Olá Profa. Camila! Muito obrigado por ter aceito nosso convite para conversarmos acerca desse tema de interesse unânime para todos aqueles que estudam, independente do objetivo.


Professora Camila Silveira:  Tudo bem? Eu que agradeço pelo convite.  :D


Blog Diário de um estudante de Direito: Organização e disciplina são verdeiros pesadelos na hora de estudar. Muitos não sabem nem por onde começar ou o que deve ser priorizado. Talvez por falta de noção do quão negativo é não dar atenção à organização. Qual impacto que a desorganização pode causar na vida do estudante, especificamente no estudante de direito?


Professora Camila Silveira:  A desorganização é impactante em qualquer seara da vida. Necessitamos de uma vinculação para alcançarmos o nosso foco. Em termos de organização estudantil, é de suma importância enquadrar os pontos necessários para a adequação dos estudos.  


A desorganização, em termos de estudos, pode impactar na deficiência sobre as disciplinas estudadas, em rendimentos negativos em termos de notas, e consequentemente, o desânimo por conta de todo esse declínio. Existem também os impactos fora dos estudos, em relação ao convívio social em geral, o que é, também, efeito da desorganização. 


Especificamente em relação ao estudante de Direito, há a possibilidade de impactos sobre a seara acadêmica, uma vez que o curso é extenso e, necessariamente, vinculado a organização.


Diário: Muitos dizem que devemos eleger nossas prioridades para que possamos alcançar nossos objetivos. O problema é que nenhum desses conselheiros fornece dicas executáveis de como fazer isso. Qual dica inicial para quem quer estabelecer prioridades, mas não sabe como?


Profª Camila: A dica para estabelecer prioridades é: auto análise. 


Temos que ter a paciência para observarmos o que almejamos. Vislumbrar o que gostamos de fazer, o que queremos para o futuro (próximo ou não), e assim escalar os pontos onde devemos caminhar para alcançar o foco definido. 


Parece bastante teórico e simples, falando assim, não é? Contudo, é treinamento e com muita complexidade. Estabelecer prioridades é auto conhecimento, e definição de limites.


Diário: A faculdade de direito exige uma densa carga de leitura e estudo intenso. A tarefa não é fácil para ninguém. Porém, para aquele(a) universitário(a) que estuda e trabalha a tarefa é ainda mais complicada. Para quem está nessa condição, qual dica você poderia dar para que o trabalho não atrapalhe os estudos?


Profª CamilaDe fato, a faculdade de Direito possui uma carga densa de leitura. Para quem estuda e trabalha, aconselho que analise os pontos favoráveis, bem como os horários vagos. 


Por exemplo: pontos favoráveis - leituras diretas, quadros sinópticos, resumos, etc; horários vagos - incluir nestes horários leituras que possuem maior dificuldade.

Por mais que o curso de Direito traga consigo grande carga de leitura, atualmente possuímos inúmeras formas mais brandas de estudos, e que trazem enriquecimento acadêmico tanto quanto. 

Formas estas que podem ser enquadradas na correria do dia a dia, enquanto as mais densas podem ser encaixadas nos horários mais vagos.


Não quero aqui dizer que não há a necessidade de uma leitura mais densa. Pelo contrário, a intenção é unir as formas existentes de estudos para cada momento. Quando estiver mais leve, em termos de cansaço, pode ser possível uma leitura mais pesada. 


Quando estiver mais cansado(a), uma leitura mais leve. E assim, há uma união adequada entre estudos e trabalho.


Diário: Com o final da graduação inicia-se a fase mais tensa do curso: Além de toda exigência inerente ao estudo do semestre, o(a) estudante tem como desafio tanto o TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - quando as duas fases do exame da OAB. Como não se perder em meio a esse emaranhado de coisas?


Prof ª CamilaÉ um momento, realmente, muito difícil! Costumo aconselhar para antecipação. É normal levarmos todo esse conjunto para o final da faculdade. Mas, por que não dissiparmos cada momento?


É possível desenvolver uma organização antecipada de cada ponto citado nesta pergunta, usufruindo de metas e prazos próprios para cada momento.


O Trabalho de Conclusão de Curso, por exemplo,  é um momento de pesquisa em que há muito desgaste. Todavia, não é porquê ele está enquadrado no 10º semestre que, necessariamente, devemos começar a estruturá-lo lá. 


É possível buscar um tema, a sua problemática e razoáveis soluções, de forma antecipada. Assim, pode ser amenizado este ponto ao final da faculdade, sem tanta pressão e correria.


Da mesma maneira a OAB, há a alternativa de divisão dos estudos para o Exame, para que evite toda essa carga de tensão ao final do curso. 

Isso, claro, dependerá da organização de cada um.

Diário: Ainda em relação ao TCC, qual momento da faculdade você recomenda que o(a) estudante comece a pensar sobre o tema? Onde encontrar inspiração? Como não tornar essa etapa mais complicada do que ela já é?


Profª CamilaRecomendo que o estudante comece a pensar sobre o tema quando sentir que já possui afinidade com determinada disciplina, ou quando já tiver em mente algumas possibilidades de assuntos viáveis. 


A inspiração pode ser encontrada no próprio dia a dia, na verificação da problemática social, das disciplinas que possui afinidade. 


Quando pensamos em TCC é normal que o bloqueio exista, por ser algo que requer um debruçar mais denso. No entanto, é viável analisar que é neste momento do curso que você, como estudante, tem a chance de defender o seu entendimento sobre algo, somado com todo aprendizado que agregou durante o curso. Esse é o estímulo que deve ser buscado. 


Acredito que para amenizar essa etapa tão complicada, a escolha do tema deve ser a seu favor. Aconselho que a escolha do tema  realmente motive, e que, de fato, acredite que a  conclusão venha a acrescentar a seara jurídica.


Diário: Como surgiu o "Amoridico"? Qual a finalidade do projeto?


Profª CamilaBom, o Amorídico surgiu em 20 de julho de 2017, no Facebook, Instagram e Blog. Existem finalidades para a página, quais sejam: 


- informar a sociedade sobre direitos/ deveres;

- auxiliar os estudantes/atuantes do Direito;
- demonstrar a importância da organização para conquista do foco;
- trocar conhecimento.

Vinculei toda a minha vontade de passar o conhecimento à ferramenta mais utilizada atualmente que é a Internet. Ali tenho a oportunidade de transmitir o que sei, descobrir o que não sei, criar contatos/amigos, e sempre estar me atualizando.


Diário: Como o amoridico pretende auxiliar a comunidade? Quem é o público-alvo do projeto?


Profª CamilaO Amorídico pretende auxiliar a comunidade informando pontos específicos do Direito diariamente. O público-alvo, por ser uma página que vincula o setor jurídico, são estudantes de Direito, concurseiros, advogados, magistrados. Contudo, pessoas de outras áreas, também são bem vindas. Afinal, a intenção da página é vincular a troca de conhecimento jurídico, e tal área nada mais é que uma área social, a qual engloba todas as áreas.


Diário:  O que os leitores e seguidores do projeto podem esperar quanto ao conteúdo do Amoridico?


Profª CamilaOs leitores e seguidores podem esperar que o Amorídico agregue conhecimento geral e específico. Tenho muito cuidado em retirar as dúvidas de cada um. Atenção e cuidado são prioridades para o Amorídico.


Diário: Com a chegada das novas tecnologias até as áreas mais tradicionais, como a jurídica, foram afetadas. O uso de gadgets para auxílio na organização dos estudos mais ajuda do que prejudica ou o contrário?


Profª Camila SilveiraAcredito que toda inovação possui seu bônus e seu ônus. Mas, nesse sentido, vinculo estes lados ao "saber usar". Cada um tem a sua forma de adequação, no que tange a organização. Então, o uso de gadgets pode ser viável para uns, e nem tanto para outros. 



Diário:  Algum palpite para as áreas que nos próximos anos serão promissoras dentro do âmbito jurídico? O que o estudante e o bacharel deve fazer como começar a se organizar e não ficar ultrapassado pelas novas tendências?

Profª CamilaMeu palpite é que a advocacia irá modificar um pouco, em relação aos atos atuais, contudo, permanecerá a frente. Ademais, vejo que há a necessidade de vinculação virtual, em qualquer que seja o âmbito de trabalho escolhido. Os estudantes e bacharéis devem analisar pontos que, atualmente, viabilizem a área que escolherem para atuação.


Agradecemos à Profª Camila pela entrevista e as dicas. Você pode acompanhar o Projeto Amorídico no blog do projeto, no facebook e também no instagram

Diário de um estudante deDireito

No ar desde 2012 e com mais de 10 milhões de acessos, o @diariojurista figura como um espaço virtual para a comunidade acadêmica e não acadêmica também. Com textos objetivos e com linguagem simples, visa compartilhar informações, resumos, notícias, dicas e troca de ideias a quem por elas se interessar. Quem escolheu o Direito será um eterno estudante.




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