Esse problema secular tem início no próprio sistema venerado e utilizado por todos nós brasileiros. O capitalismo não está nem ai para as ...

Conversa jurídica: As grandes omissões do “nosso” contexto político-social

By | terça-feira, abril 16, 2013

Esse problema secular tem início no próprio sistema venerado e utilizado por todos nós brasileiros. O capitalismo não está nem ai para as condições dos mais fracos, dos que não detém do vício em ostentar, de mostrar que é superior pelo que se tem e não pelo que se é. A partir do momento em que convivemos em um sistema que preza a extrema individualização e prega a valorização exacerbada do lucro individual, compomos assim a lide Classes elitistas X Classes desfavorecidas econômica e socialmente.


Não adianta lutar contra um fato isolado sendo que as consequências pelo motivo no qual brigamos para pacificar essa lide é originária de outro local. Apontar somente para a burguesia como grande vilã da segregação político-social é tão hipócrita quanto culpar As divindades religiosas pelas consequências de nossos atos.  De fato a burguesia possui um maior poder econômico se formos comparar com as camadas residentes na periferia das cidades e na periferia da importância que damos ao próximo, afinal, o nosso primeiro e o dos outros depois.

Fomos moldados em uma sociedade que nos “ensinou” a ver situações entristecedoras alheias e simplesmente ignorar. E infelizmente vamos crescendo com esse entendimento até que paramos para ter um tempinho de consciência e se por no lugar das invisíveis sociais que estão mais visíveis do que nunca, porém insistimos em não querer ver. Nossos olhos foram vendados pelo individualismo absoluto que habita no profundo poço do egoísmo humano. Entretanto, essas vendas não são indestrutíveis, porém exigem um trabalho conjunto entre todos os membros sociais para haver assim uma mobilização a respeito dos conceitos e valores que a sociedade atual está pregando e repassando para as demais gerações.

À primeira vista, podemos pensar que aqui não se constitui em uma omissão, porém sabemos que isso é uma visão deturbada da realidade. Quando duas pessoas se juntam para estudarem o mesmo assunto, ambas estarão em pé de igualdade, podendo uma estar mais atenta ao conteúdo do que a outra, porém essa diferenciação não foi por culpa da parte que entendeu mais que a outra, uma vez que ambas estudaram juntas e tiveram acesso às mesmas ferramentas do estudo cientifico seja lá de que área for. Entretanto, se formos pensar de forma mais calma, notaremos que a parte que sabia mais possui sim uma parcela, pequena, é verdade, de culpa em relação ao nível de entendimento da outra pessoa que estudou junto com ela. Já que uma sabia mais que a outra, porque não houve uma tentativa da mais sábia passar o conhecimento para a menos sábia na tentativa de equiparar o conhecimento recíproco? Por que ela quer estar à frente da outra pessoa? Por que ela é egoísta? Por que ela não se importa como a outra pessoa lidou com o mesmo assunto que ela leu e entendeu? Não. Ela fez isso simplesmente porque isso é uma atitude pregada no interior humano de que, se nós tivemos a mesma oportunidade, você não aproveitou porque não quis. E é aí que surge o problema.

É uma questão de compaixão, de realmente ver o próximo como um amigo e não como um concorrente. Atualmente vemos essa tentativa, mas de forma falsa e enganadora. Podemos notar isso frequentemente em nossa sociedade. O formalismo e educação que uma atendente usa com um cliente é o mesmo que ela usa com seus familiares no momento em que está extremamente estressada? Não, mas isso é perfeitamente normal.

Se por no lugar é uma ótima sugestão, mas há exceções que devem ser perfeitamente respeitadas, pois somos humanos suscetíveis ao erro, seja ele proposital ou não. Mas que falta compaixão com o próximo atualmente, isso é um fato. Até porque isso não gera lucro.

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