terça-feira, maio 07, 2013

Porque não adianta discutir direitos humanos com qualquer um



Uma das questões mais controversas que temos hoje em dia é a questão dos direitos humanos. Para a maioria das pessoas, e quando eu digo maioria é maioria mesmo! Direitos humanos não foram feitos para todos, e entre a classe que não tem direito aos direitos humanos estariam os ladrões, delinquentes, também conhecidos por bandidos. Quem nunca viu algo parecido com o que vou escrever aqui que atire o primeiro vade mecum:
Bandido bom é bandido morto!
Não podemos condenar as pessoas por elas pensarem assim, até porque na atual situação que nos encontramos hoje, com a violência, injustiça e impunidade imperando, é normal que a sociedade queira fazer a justiça com as próprias mãos ou que tenham a morte como solução de todos os problemas. Saudades, lei de talião! 

Também não adianta mandar eles lerem “Dos delitos e das penas” ou alguma obra do gênero, até porque conheço estudantes de direito e pessoas já formadas que também fazem uso do senso comum para tentar solucionar problemas contundentes como no caso da violência. Nós, estudantes esclarecidos, sabemos o tamanho do absurdo que é dizer que “Bandido bom é bandido morto”, pois sabemos muito bem de onde isso tem início e os motivos para formar um “Bandido” na sociedade são muitos, alguns até fazem isso por pura safadeza, mas enfim.

A questão atual é fazer uso dos instintos humanos para solucionar os problemas e nosso sistema é o maior culpado disso. Se algo acontece com algum conhecido nosso, pensamos logo no sentimento de vingança e não de justiça, não estamos nem ai pra o ladrão, até porque ele não estava nem ai pra pessoa quando ele fez a besteira, não é mesmo? Então. Se tivéssemos um poder público eficiente, com certeza o índice de “bandido bom é bandido morto” seria bem menor.

Não adianta matar ninguém, nem muito menos negar direitos que estão previstos na constituição. Mas se até ela não é cumprida corretamente, quem somos nós pra convencermos pessoas que perderam amigos e parentes para a violência de que bandido bom não é bandido morto? Sabemos que matando um surgem milhares, mas e daí? As pessoas não ligam pra isso, querem que o sentimento de vingança delas seja saciado vendo os culpados padecerem, não podemos fazer nada quanto a isso.

Vamos torcer pra que um dia esse cenário mude, pra que um dia o poder público de fato se preocupe com os direitos humanos, com a educação, saúde etc. Enquanto isso, o jeito pra controlar é matando, já que prender não adianta nada. Ou seja, não adianta discutir!

2 comentários:

  1. Essa questão de "bandido bom é bandido morto" é o ápice do ridículo. Já passei por uma situação, antes de entrar no curso de Direito, em que eu pensava que todos os delinquentes eram melhores morto. Todos, sem exceção. Mas como todo estudante que entra no curso, muda toda a sua concepção. Acredito muito que essa frase, tão manjada por todos e alguns ignorantes, não irá cessar assim tão fácil.

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O Autor


Henrique Araújo: Jusblogueiro desde 2012 e alérgico à lactose desde sempre. Acredita que o conhecimento só é válido quando compartilhado e está aqui pra somar. Melómano, amante do direito constitucional e enxadrista por teimosia. Docente em formação, escreve por hobbie e espera que esse Blog seja útil pra você. Aprovado no XIX exame da OAB. Sabe que um mundo perfeito é utópico, mas que é perfeitamente possível torná-lo melhor por algo ou pra alguém, escolheu o direito como ferramenta de materialização dessa ideia. Sigam-me os bons.

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