sábado, agosto 31, 2013

Projeto polêmico quer proibir transmissão de lutas de MMA na Tv

Projeto de deputado do PT pretende proibir transmissão de lutas de MMA




Projeto de Lei (PL) 5534/2009, do deputado José Mentor (PT-SP), em tramitação na Câmara dos Deputados defende que se proíba a transmissão pela TV de lutas marciais não olímpicas. Em outras palavras, se aprovado, afetaria diretamente as emissoras que levam ao ar combates de MMA (Artes Marciais Mistas), sendo o UFC (Ultimate Fighting Championship), exibido por Globo, SporTV e canal pay-per-view Combate, o principal torneio da modalidade.

O texto prevê multa de R$ 150 mil ao infrator da possível lei. Na reincidência, a multa seria no dobro desse valor e, caso haja nova infração, a emissora perderia definitivamente o direito à sua concessão pública.

“O presente Projeto de Lei tem o propósito de proibir a transmissão televisiva de toda e qualquer luta marcial violenta, quer seja em canais chamados ‘abertos’, quer seja em canais ‘fechados’. Propomos tal providência, Prezados Pares, tendo em vista a banalização da violência nos canais da televisão brasileira, chegando ao cúmulo de transmitir violentas lutas até mesmo em horários comuns às crianças e adolescentes”, diz José Mentor, justificando o projeto de sua autoria.
E prossegue: “em alguns programas, transmitem lutas que chegam a levar à lesão permanente, ou até mesmo, à morte em determinados combates de campeonatos internacionais ou nacionais. Assim, o Projeto tem por finalidade resguardar que crianças, adolescentes, jovens e até mesmo adultos, vejam cenas de violentas explícitas e voluntárias, com o fito de saciar a sana de alguns, quase sempre em busca de fama e dinheiro fácil.”

“Por outro lado, prevê o resguardo às transmissões das lutas olímpicas, e até mesmo daquelas que, mesmo não sendo olímpicas, porém não violentas, como por exemplo a Capoeira. Assim, Senhoras e Senhores Deputados, com a aprovação desta iniciativa poderemos inibir a banalização dos atos de violência nos programas televisivos, para tanto, pedimos apoio e aprovação deste Projeto de Lei”, finaliza, Mentor.

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