10.28.2017

Consistência e intensidade: Quando a corrida se torna sua principal professora

Consistência e intensidade: Quando a corrida se torna sua principal professora
Maratona de Londres. Imagem: (foto/reprodução/pixebay)
O desenvolvimento de um plano de estudos não é tarefa das mais simples. No entanto, mais árduo ainda é o ato de executar o que se planeja. 

Nada que a recompensa dos resultados frutos de seus esforços não recompense. Vale a pena. Todos sabemos que vale.

A questão é nos mantermos vivos até a linha de chegada e, principalmente, termos condições de prosseguir a caminhada depois dela. 

Ocorre que no decorrer do caminho, costumamos olhar mais a linha de chegada do que o ponto de partida. A consequência? A não observação que entre uma linha e outra existe chão, muito chão, inclusive com alguns obstáculos, que poderão ganhar contorno ainda mais complicado a depender da temperatura da corrida, do seu estado de saúde, entre outros.

No instante a euforia responsável pela largada dessa maratona começa a ganhar contornos realistas. Começa a ter a plena noção do quanto de chão ainda há a ser percorrido. É neste ponto crucial que a guinada pode ser dada.

Alguns irão desistir quando nele chegar. Outros, ansiosos para saber o quanto de chão ainda restaria, ao tomar ciência desta informação fica ainda mais animados e percorrem com sabedoria, sem desgaste desnecessário, uma vez que sabem qual distância falta para ser percorrida e que a estrada não vai ficar mais simples para ajudar o corredor. 

Ele que trate de ficar mais forte e resistir até o final. 

E para resistir é preciso de resiliência. Esta que deve ser aliada a três bases iniciais que se observadas tornam a linha de chegada cada vez mais alcançável. Vejamos:

1. Preocupe-se com o que está sob seu controle: você mesmo. Na pista de corrida alguns atletas vão correr muito mais rápido que você, ao passo que outros não chegarão à metade de teu desempenho, ou seja: Não importa o quanto você se dedique, sempre haverá alguém melhor ou pior do que você. E não há nada de errado nisso. A questão, então, é focar no que importa: No seu desempenho pessoal. Afinal, é ele quem irá te manter de pé na maratona, não suas olhadas para o lado. 

2. Corra no seu tempo. Não adianta dispensar toda sua energia de uma vez e não aguentar fazer todo o percurso necessário para a conclusão da prova. Não adianta estudar 10 horas hoje e amanhã não conseguir nem olhar para o seu seu lápis de tão enjoativo que o negócio ficou. É melhor uma regularidade média do que uma intensidade isolada. Até porque sendo regular você estará em constante contato com a matéria, o que ajudará a retê-la em sua memória de longo prazo. O mesmo não se pode dizer daquela matéria estudada segunda-feira, com 10 horas investidas no dia, sem jamais ter havido contato com ela durante a semana e nos dias posteriores. 

3. Nenhum sedentário acorda de um dia para o outro e corre uma maratona. É necessário preparo. Com o estudo não é diferente. Quanto mais largo for o trajeto, ou seja, quanto mais ambicioso for o seu intento dada as suas condições atuais, mais preparação será necessária para atingi-lo. Por isso, nada de comparar seus bastidores com o palco de alguém. Ao ver apenas o palco, você não verá todo o esforço feito nos bastidores para que aquilo pudesse estar acontecendo daquela forma. Com preparação e treino constante, você irá conseguir também.

A pista, estrada, caminho, têm muito a nos ensinar. Resta saber se estamos dispostos a aprender e aplicar o aprendizado.

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