5.21.2013

Caso Araceli: Um crime que chocou o Brasil.



O motivo da escolha do dia 18 de maio para o Combate a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes segue abaixo. Leiam com atenção até que ponto a impunidade de nosso país pode chegar.
HISTÓRIA DA ARACELE



Durante mais de três anos, na década de 70, pouca gente ousou abrir a gaveta do Instituto Médico-Legal de Vitória, no Espírito Santo, onde se encontrava o corpo de uma menina de nove anos incompletos. E havia motivos para isso. Além de o corpo estar barbaramente seviciado e desfigurado com ácido, se interessar pelo caso significava comprar briga com as mais poderosas famílias do estado, cujos filhos estavam sendo acusados do hediondo crime. Pelo menos duas pessoas já tinham morrido em circunstâncias misteriosas por se envolverem com o assunto.


Ainda assim, corajosos enfrentavam os poderosos exigindo justiça, tanto que o corpo permanecia insepulto na fria gaveta, como se fosse a última trincheira da resistência. O nome da menina era Araceli Cabrera Crespo e seu martírio significou tanto que o dia 18 de maio – data em que ela desapareceu da escola onde estudava para nunca mais ser vista com vida – se transformou no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Por uma dessas cruéis ironias, Jardim dos Anjos era onde ficava um casarão, na Praia de Canto, usado por um grupo de viciados de Vitória (ES) para promover orgias regadas a LSD, cocaína e álcool, nas quais muitas vítimas eram crianças – anjos do sexo feminino. Entre a turma de toxicômanos, era conhecida a atração quePaulo Constanteen Helal, o Paulinho, e Dante de Brito Michelini, o Dantinho, líderes do grupo, sentiam por menininhas. Dizia-se, sempre a boca pequena, que eles drogavam e violentavam meninas e adolescentes no casarão e em apartamentos mantidos exclusivamente para festas de embalo. O comércio de drogas era, e é muito enraizado naquela cidade. O Bar Franciscano, da família Michelini, era apontado como um ponto conhecido de tráfico e consumo livres.

Suspeitas sobre a mãe da menina

Araceli vivia com o pai Gabriel Sanches Crespo, eletricista do Porto de Vitória, a mãe Lola, boliviana radicada no país, e o irmão Carlinhos, alguns anos mais velho que ela. Na casa modesta, localizada na Rua São Paulo, bairro de Fátima, era mantido o viralata Radar, xodó da menina, que o criava desde pequenino. Segundo o escritor José Louzeiro que acompanhou o caso de perto e o transformou no livro “Araceli, Meu Amor” – o nomeRadar foi escolhido pela garota “para que o animal sempre a encontrasse”. Araceli estudava perto de casa, no Colégio São Pedro, na Praia do Suá, e mantinha urna rotina dificilmente quebrada. Ela saía da escola, no fim da tarde, e ia para um ponto de ônibus ali perto, quase na porta de um bar, onde invariavelmente brincava com um gato que vivia por ali.

No dia 18 de maio de 1973, uma sexta-feira, a rotina de Araceli foi alterada. Ela não apareceu em casa e o pai, num velho Fusca, saiu a procurá-la pelas casas de amigos e conhecidos, até chegar ao centro de Vitória. Nada. A menina não estava em lugar algum. Só restou a Gabriel comunicar a Lola que a filha estava desaparecida e que tinha deixado seu retrato em redações de jornais, na esperança de que fosse, realmente, somente um desaparecimento. No dia seguinte, quando foi ao colégio para conseguir mais informações, Gabriel ficou sabendo que a menina tinha saído mais cedo da escola. De acordo com a professora Marlene Stefanon, Araceli tinha “ido embora para casa por volta das quatro e meia da tarde, como a mãe mandou pedir num bilhete”.

Na véspera, Lola tivera uma reação aparentemente normal ao constatar a demora da filha em chegar em casa. Primeiro, ficou enervada; depois, preocupada. No sábado, tarde da noite, sofreu uma crise nervosa e precisou ser internada no Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia. Ainda no início do processo, acabariam pesando sobre ela fortes suspeitas e graves acusações. Lola foi apontada como viciada e traficante de cocaína, fornecedora da droga para pessoas influentes da cidade e até amante de Jorge Michelini, tio de Dantinho. E mais: ela era irmã de traficantes de Santa Cruz de La Sierra, para onde se mudou tão logo o caso ganhou dimensão, deixando para trás o marido Gabriel e o outro filho, Carlinhos. Não se sabe até onde Lola facilitou ou estimulou a cobiça dos assassinos em relação a Araceli.
Menina era usada no tráfico de drogas
A respeito de Dantinho e de Paulinho Helal, dizia-se que uma de suas diversões durante o dia era rondar os colégios da cidade em busca de possíveis vítimas, apostando na impunidade que o dinheiro dos pais podia comprar. Dante Barros Michelini era rico exportador de café (tão ligado a Dantinho que chegou a ser preso, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho). Constanteen Helal, pai de Paulinho, era comerciante riquíssimo e poderoso membro da maçonaria capixaba. Seus negócios também incluíam imóveis, hotéis, fazendas e casas comerciais. Já o eletricista Gabriel, seu maior tesouro era a filha. No domingo, ele foi à delegacia dar queixa, onde lhe foi dito que tudo seria feito para encontrar Araceli. Na Santa Casa, ele contou a Lola o resultado de sua busca e falou da garantia dos policiais de que tudo acabaria bem. Lola pareceu não acreditar – e chorou. O escritor José Louzeiro não tem dúvida:
Lola foi, indiretamente, a causadora do hediondo crime de que sua filha foi vítima.
“Na sexta-feira, a mando da mãe, Araceli tinha ido levar um envelope no edifício Apoio, no Centro de Vitória, ainda em construção, mas que já tinha uns três ou quatro apartamentos prontos, no 8º andar. A menina não sabia, mas o envelope continha drogas. Num dos apartamentos, Paulinho Helal, Dantinho e outros se drogavam. Ela chegou, foi agarrada e não saiu mais com vida”, conta o escritor.

Para ver imagens fortes do caso clique aqui (já disse que são fortes!)

O que aconteceu realmente com Araceli Cabrera Crespo talvez nunca se saiba. E talvez, seja bom mesmo não conhecer os detalhes, tamanha é a brutalidade que o exame de corpo delito deixa entrever. A menina foi estupidamente martirizada. Araceli foi espancada, estuprada, drogada e morta numa orgia de drogas e sexo. Sua vagina, seu peito e sua barriga tinham marcas de dentes. Seu queixo foi deslocado com um golpe. Finalmente, seu corpo – o rosto, principalmente – foi desfigurado com ácido.
Corrupção e cumplicidade da polícia
Seis dias depois do massacre da menina, um moleque caçava passarinhos num terreno baldio atrás do Hospital Infantil Menino Jesus, na Praia Comprida, perto do Centro da capital. Mas o que ele encontrou foi o corpo despido e desfigurado de Araceli. Começou, então, a ser tecida uma rede de cumplicidade e corrupção, que envolveu a polícia e o judiciário e impediu a apuração do crime e o julgamento dos acusados por uma sociedade silenciada pelo medo e oprimida pelo abuso de poder.
Dois meses após o aparecimento do corpo, num dia qualquer de julho de 1973, o superintendente de Polícia Civil do Espírito Santo, Gilberto Barros Faria, fez uma revelação bombástica. Ele afirmou que já sabia o nome dos criminosos, vários, e que a população de Vitória ficaria estarrecida quando fossem anunciados, no dia seguinte. Barros havia retirado cabelos de um pente usado por Araceli e do corpo encontrado e levado para exames em Brasília. confirmando que eram iguais. Por que a providência? Até então, havia dúvidas que era de Araceli o corpo que apareceu desfigurado no terreno baldio. Gabriel sabia que era o da filha – ele o reconheceu por um sinal de nascença, num dos dedos dos pés. Mas Lola disse o contrário. Assim que se recuperou, ela foi ao IML reconhecer o corpo e afirmou que não era de sua filha.
Louzeiro recorda um outro fato a respeito disso, altamente elucidativo. Certo dia, Gabriel levou o cachorro Radar ao IML só para confirmar, ainda mais sua certeza. Não deu outra: mesmo com a gaveta fechada, animal agiu realmente como um radar, como Araceli premonizara, e foi direto à geladeira onde estava o corpo de sua dona.
O delegado muda de opinião
Porém, sem que explicasse o porquê (na noite anterior, ele tivera um encontro com Dante Michelini), Barros Faria mudou de opinião e, ao invés de estarrecer a população de Vitória, provocou riso e deboche por uma lado, e revolta, por outro. O assassino de Araceli, segundo ele, era um velho negro, demente, que perambulava pela Praia do Suá, perto da escola da menina. Começava a escalada de suborno, ou de medo. Coisa que não fazia parte do caráter de um sargento da Polícia Militar, lotado no serviço secreto, e de um vereador do MDB de Vitória. O primeiro, Homero Dias, acabaria pagando com a vida as investigações que fez. Certo de que estava mexendo em casa de marimbondos, o sargento Homero procurava se cercar de muito cuidado durante suas investigações. Tudo que apurava, ele comunicava a seu superior imediato, o capitão Manoel Araújo, também delegado de polícia, em quem confiava. A esposa, Elza, e ao sogro, João Dias, confidenciou certa vez: “Já tenho material para incriminar muita gente. Acho que o capitão Araújo já pode interrogar o filho de Constanteen Helal.”
Repentinamente, Homero foi afastado do caso pelo próprio capitão Araújo e recebeu ordens de perseguir o traficante José Paulo Barbosa. o Paulinho Boca Negra, na ilha do Príncipe. Na operação, Homero foi atingido nas costas e morreu. O próprio Boca Negra diria depois, na Penitenciária de Vitória, até ser calado para sempre, tempos após, com 27 facadas: “Quem matou o sargento Homero foi o soldado da PM que estava com ele. Eu vi quando ele atirou.”
Evidências apontam para Helal e Dantinho
O vereador era Clério Vieira Falcão, falecido há cerca de seis anos, que travou incansável luta para botar na cadeia os assassinos de Araceli. Ele deflagrou uma campanha, que repercutiu em todo o país, exigindo a apuração do crime e a apuração dos culpados, que apontava: Dante de Brito Michelini, Paulo Constanteen Helal e a amante deste, Marisley Fernandes Muniz, viciada em drogas. O nome dela surgiu no caso graças à paciente investigação feita pelo perito Asdrúbal de Lima Cabral, o Dudu, que, com a ajuda de seu colega carioca Carlos Éboli, também muito contribuiu para que o caso não fosse esquecido. Louzeiro recorda, por exemplo, que certa ocasião Dudu seguiu a mãe de Araceli, Lola, até São Paulo. Ela tinha saído de Vitória vestida praticamente como uma mendiga e, num hotel da capital paulista, vestira roupas elegantes e embarcara num avião para a Bolívia. Motivo: comprar drogas para a gangue dos acusados, mesmo após a morte da filha.
Eleito deputado, Clério Falcão conseguiu formar uma CPI para apurar o caso, que obteve mais resultados que a própria polícia. Ouvida na CPI, Marisley Fernandes declarou que o casarão do Jardim dos Anjos era reduto de festas de filhos de milionários, onde se consumia grandes quantidades de cocaína e LSD.
Ela também disse, mas depois negou, que Paulinho Helal a tinha levado ao local onde estava o corpo de Araceli, num carro onde havia um frasco com um líquido amarelo e luvas. O objetivo dele, segundo a amante, era ver se precisava despejar mais ácido no cadáver para dificultar o reconhecimento. Também convocado a depor na CPI, o perito Carlos Éboli disse que os assassinos deram uma dose excessiva de LSD a Araceli.
O Caso Araceli também fez vítimas do lado dos acusados. Uma delas foi o jovem Fortunato Piccin, um viciado que perdia completamente a razão quando se drogava em excesso. Ele foi apontado pelo capitão Manoel Araújo como suspeito do crime e morreu depois de tomar um remédio trocado, na Santa Casa de Misericórdia de Vitória, da qual Constanteen Helal era provedor. Também há suspeitas de que o próprio Jorge Michelini, tio de Dantinho, tenha sido eliminado por ameaçar contar tudo que sabia. Numa madrugada, o carro que dirigia foi atingido pelo ônibus de uma empresa, cujos veículos só circulavam até meia-noite. Segundo Louzeiro, outros dois assassinados foram um mecânico que prestava serviços para Paulinho Helal e o porteiro do Edifício Apolo.
O corpo de Araceli, segundo as investigações, teria sido levado num Karmann-Ghia do Edifício Apolo para o Bar Franciscano, onde ficou dentro de uma geladeira. Posteriormente, o corpo teria sido conduzido à Santa Casa de Misericórdia, com a cumplicidade do funcionário do serviço de necrópsia Arnaldo Neres, que viraria depois dono de funerária. Finalmente, o cadáver da menina foi deixado no terreno baldio. Muita gente viu e soube do que estava acontecendo durante aqueles dias. Os carrascos de Araceli fizeram tudo quase abertamente, tal a certeza da impunidade. O inquérito policial não passou de uma farsa e o longo processo judicial não conseguiu transformar evidências em provas.

Pequeno Vídeo sobre o Caso

Ainda assim, em agosto de 1977, o juiz Hilton Sily (falecido em abril passado), determinou a prisão de Dante de Brito Michelini e Paulo Constanteen Helal, pelo assassinato de Araceli, e de Dante Barros Michelini, acusado de tumultuar o inquérito para livrar o filho. Em outubro do mesmo ano eles já estavam soltos e o juiz havia sido “promovido” a desembargador. Em 1980, Dantinho e Paulinho foram julgados e condenados, mas a sentença foi anulada. Em novo julgamento, realizado em 1991, os reús foram absolvidos.
O crime já prescreveu. Mas o Caso Araceli é uma ferida que nunca cicatrizou completamente. Mexer com o assunto em Vitória ainda desperta medo, revolta e incredulidade. (Via Trilha Histórica)

20 comentários:

  1. Vou aqui narrar uns fatos que, naquela época, como jornalista, fiquei sabendo por trás dosbastidores. O pai de Paulo Helal era um comerciante bem sucedido na cidade de Vitória, tinha uma loja de departamentos, e também era provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vitória ( ficou no cargo por 15 anos)e foi o fundador da Emescam ( Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia).Pelo que descobri como jornalista existiu um processo onde falava-se que quem matara Araceli foi a patota dada Praia do Canto que tinha como integrantes principais Antenorzinho Guimaraes e Fortunato Piccin conhecidosos maconheiros da Praia do Canto. O Pai de Fortunato Piccin chamava-se Constantino, o mesmo nome do paide Paulo Helal. Naquela época, o diretor da Emescam era uma pessoa de nome Aloisio, que fora colocado nocargo pelo pai de Paulo Helal, que era o provedor da Santa Casa, na quel, a Emescam era subordinada. Fiqueisabendo através de conhecidos que este senhor Aloisio fundou uma associação particular para passar a Emescam para esta associação da qual ele era o principal dono, uma pessoa que trabalhava na Emescam tomou conhecimento desses fatos e levou ao conhecimento do Constantino Helal, que na época era o provedor da Santa casa. Ao tomar conhecimento do ocorrido o pai de Paulo Helal exonerou o Sr. Aloisio do cargo de diretor da Emescam, ao mesmo tempo em que o processou na Polícia Federal por tentar transferir a Emescam para ele( roubar), graças a essa ação a Emescam até hoje pertence a Santa Casa. Bem, agora vou explicar porque estou falando essas coisas, o Diretor da Emescam, Sr. Aloisiomorava na ilha da fumaça, que era propriedade dos Guimaraes, e ele, (Aloisio ) era casado com uma senhora da família Guimaraes. Pelo que soube desse processo a mãe de Araceli teria mandado sua filha levar drogas paravender lá na ilha da fumaça para Antenorzinho Guimaraes e Fortunato Piccin, que estavam na ilha. Pelo processo, quando Araceli foi entregar a droga para eles, aconteceu o pior, Araceli caiunas mãos deles, pois estavam todos drogados ( estavam com mais amigos) e fizeram o que todos já sabem.Quando deram pelo que tinha acontecido tentaram levar Araceli para o hospita Infantil, entrando pelas matasque da acesso ao hospital. Como ela morreu no caminho, tentaram desfigurar seu corpo, jogando ácido em cima para que nimguém a reconhecesse. Quando o Sr. Aloísio soube do ocorrido foi pedir explicações ao seu sobrinho AntenorzinhoGuimarães do que teria ocorrido no que Antenorzinho lhe disse que quem fizera aquilo foi o filho do Constantino. Aloísio, muito esperto, tratou de espalhar pela cidade que quem fizera aquilo foi o filho de Constantino para se vingar do pai de Paulo Helal, por não ter deixado que ele roubasse a Emescam. Naquela época, Vitória era uma cidade pequena onde o pai de Paulo Helal por ser um comerciante com a maior loja da cidade, praticamente todos o conheciam, ao contrário do Sr. Constantino Piccin (pai de Fortunato Piccin) que por não ter negocio com o público, quae ninguem o conhecia. Dai a cidadepassou a falar sobre o caso, os jornais, televisão e outros meios de comunicação, dizendo ser o filho de Constantino Helal quem fizera aquilo, quando na verdade foi o filho de Constantino Piccin, o responsávelpor tamanha brutalidade. O Dante Michelini entrou nisto, porque era amigo do delegado na época do caso e estavana sala de espera para falar com o delegado para ajudar nas investigações, inclusive oferecendo carro paradiligências e outras coisas ( naquela época as delegacias tinham poucos recursos) e foi ai que os jornalistasviram o Dante Michelini na sala de espera da delegaçia e no dia seguinte noticiavam que ele era um dos culpados pela morte de Araceli. Quero deixar claro aqui que não conheço nenhuma das famílias citadas, simplemente digo isso para que a Verdade prevaleça, pois a injustiça é o maior dos crimes.

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  2. Vou aqui narrar uns fatos que, naquela época, como jornalista, fiquei sabendo por trás dosbastidores. O pai de Paulo Helal era um comerciante bem sucedido na cidade de Vitória, tinha uma loja de departamentos, e também era provedor da Santa Casa de Misericórdia de Vitória ( ficou no cargo por 15 anos)e foi o fundador da Emescam ( Escola de Medicina da Santa Casa de Misericórdia).Pelo que descobri como jornalista existiu um processo onde falava-se que quem matara Araceli foi a patota dada Praia do Canto que tinha como integrantes principais Antenorzinho Guimaraes e Fortunato Piccin conhecidosos maconheiros da Praia do Canto. O Pai de Fortunato Piccin chamava-se Constantino, o mesmo nome do paide Paulo Helal. Naquela época, o diretor da Emescam era uma pessoa de nome Aloisio, que fora colocado nocargo pelo pai de Paulo Helal, que era o provedor da Santa Casa, na quel, a Emescam era subordinada. Fiqueisabendo através de conhecidos que este senhor Aloisio fundou uma associação particular para passar a Emescam para esta associação da qual ele era o principal dono, uma pessoa que trabalhava na Emescam tomou conhecimento desses fatos e levou ao conhecimento do Constantino Helal, que na época era o provedor da Santa casa. Ao tomar conhecimento do ocorrido o pai de Paulo Helal exonerou o Sr. Aloisio do cargo de diretor da Emescam, ao mesmo tempo em que o processou na Polícia Federal por tentar transferir a Emescam para ele( roubar), graças a essa ação a Emescam até hoje pertence a Santa Casa. Bem, agora vou explicar porque estou falando essas coisas, o Diretor da Emescam, Sr. Aloisiomorava na ilha da fumaça, que era propriedade dos Guimaraes, e ele, (Aloisio ) era casado com uma senhora da família Guimaraes. Pelo que soube desse processo a mãe de Araceli teria mandado sua filha levar drogas paravender lá na ilha da fumaça para Antenorzinho Guimaraes e Fortunato Piccin, que estavam na ilha. Pelo processo, quando Araceli foi entregar a droga para eles, aconteceu o pior, Araceli caiunas mãos deles, pois estavam todos drogados ( estavam com mais amigos) e fizeram o que todos já sabem.Quando deram pelo que tinha acontecido tentaram levar Araceli para o hospita Infantil, entrando pelas matasque da acesso ao hospital. Como ela morreu no caminho, tentaram desfigurar seu corpo, jogando ácido em cima para que nimguém a reconhecesse. Quando o Sr. Aloísio soube do ocorrido foi pedir explicações ao seu sobrinho AntenorzinhoGuimarães do que teria ocorrido no que Antenorzinho lhe disse que quem fizera aquilo foi o filho do Constantino. Aloísio, muito esperto, tratou de espalhar pela cidade que quem fizera aquilo foi o filho de Constantino para se vingar do pai de Paulo Helal, por não ter deixado que ele roubasse a Emescam. Naquela época, Vitória era uma cidade pequena onde o pai de Paulo Helal por ser um comerciante com a maior loja da cidade, praticamente todos o conheciam, ao contrário do Sr. Constantino Piccin (pai de Fortunato Piccin) que por não ter negocio com o público, quae ninguem o conhecia. Dai a cidadepassou a falar sobre o caso, os jornais, televisão e outros meios de comunicação, dizendo ser o filho de Constantino Helal quem fizera aquilo, quando na verdade foi o filho de Constantino Piccin, o responsávelpor tamanha brutalidade. O Dante Michelini entrou nisto, porque era amigo do delegado na época do caso e estavana sala de espera para falar com o delegado para ajudar nas investigações, inclusive oferecendo carro paradiligências e outras coisas ( naquela época as delegacias tinham poucos recursos) e foi ai que os jornalistasviram o Dante Michelini na sala de espera da delegaçia e no dia seguinte noticiavam que ele era um dos culpados pela morte de Araceli. Quero deixar claro aqui que não conheço nenhuma das famílias citadas, simplemente digo isso para que a Verdade prevaleça, pois a injustiça é o maior dos crimes.

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    1. Como você é canalha, vendido jornalista de merda. O Michelini mandou matar o Nato porque el foi doente na orgia onde mataram Aracelli e viu tudo, ia contar o pai dele sem saber de nada internou o cara na santa casa onde ele foi morto com uma dose de valium 10, um ano depois quando se provou que ele não tinha nada ha ver, admitiu-s erro médico. A princípio a festinha no edifício apolo tinha perto de dez participante e Aracelli estava amarrada em meio a orgias, os convidados foram dispensados para que não houvesse testemunhas, Paulo Helal e Dante filho, deram uma doze alta de LSD a ela que entrou em choque porque era alérgica. Aracelli nasceu no Bom Retira em São Paulo e com meses a família foi morar em Cubarão mas tiveram que se mudar a conselho médico porque ela tinha alergia muito forte, foram para vitória onde seu pai Gabriel Sanches conseguiu emprego no porto. Já havia sete anos que eles estavam lá e o Sr. Gabriel já tinha comprado dois apartamentos, dois terrenos em vitória e dois terrenos em São Paulo. Em um dos terrenos na Antiga rua São Paulo e Fátima ele construiu uma casa e foi morar lá pois era mais perto do seu trabalho e a vagabunda da Lola mão de Aracelli não queria morar em apartamento. Fazia seis meses que eles foram moram casa quando dona Lola que já traia o marido com Jorge Michelini e já havia levado Araceli na casa dele onde ele cresceu os olhos na menina que era muito bonita, em um caderno de Aracelli existem desenhos que mostram o interior da casa dele e uma frase escrita por ela, "Eu queria ser moça" moça era o apelido de uma drogada prostituta de 17 anos que era amante de Paulo Helal e que ajudou a sequestrar Aracelli. Ela teve uma forte reação alérgica as drogas e entrou em coma, eles a levaram a mesma santa casa, onde trabalhava a mãe de moça que a rejeitou, então Paulo a colocou em seu mustang branco afim de levala de volta e a estuprou dentro do carro canibalizando seus seus, vagina e nádegas. Retornou para o apartamento já sem a Marizlei, a moça, e Dante e Paulo pediram ajuda ao tio e ao pai, quando chegaram tentaram matar a menina espancando-a, a colocaram novamente no basnco do mustang e jogaram ela em uma lata de lixo ainda viva perto do aeroporto mas tiveram que pega-la de volta porque alguns garotos de moto viram, então a colocaram em uma geladeira até que o funcionário de Dante pai de novo da santa casa, o cara que manuseava cadáveres foi ao edifício apolo onde estava o corpo e queimou com ácido. Após a modificação proposital da arcada dentária, Dante filho e Paulo Helal levaram o corpo para o matagal atrás do hospital infantil onde foram vistos em todo o ato pelo rapaz que consertava fogão e parou ali para mijar. Você não é repórter e nem tampouco esteve lá, você é mais um que se vendeu a maldita família Micheline e Helal, você vai pagar caro por enganar as pessoas e tentar esconder a verdade, seu maldito de merda.

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  3. PARABÉNS POR SUA NARRAÇAO VIU? VC TEM RAZAO, A INJUSTIÇA, É O MAIOR DOS CRIMES!!!!!!!!!!!!

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    1. Não é injustiça, os assassinos são Paulo Helal e Dante Michelini com a co-participação da mãe de Aracelli. Pelo amor de Deus não caia na estória desse mentiroso vagabundo.

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  4. PARABÉNS POR SUA NARRAÇAO VIU? VC TEM RAZAO, A INJUSTIÇA, É O MAIOR DOS CRIMES!!!!!!!!!!!!

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    1. Não é injustiça, os assassinos são Paulo Helal e Dante Michelini com a co-participação da mãe de Aracelli. Pelo amor de Deus não caia na estória desse mentiroso vagabundo.

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  5. Muito bom seus comentários Cesar! Infelizmente essa é a nossa triste realidade. Com certeza existem muitos casos como esse que jamais saberemos, é estarrecedor.

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    1. Não caia nessa injustiça, os assassinos são Paulo Helal e Dante Michelini com a co-participação da mãe de Aracelli. Pelo amor de Deus não caia na estória desse mentiroso vagabundo.

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  6. Obrigado pelo esclarecimento Cesar, realmente nunca saberemos ao certo que foi o assassino da pequena Araceli. É inadmissível essa impunidade...fizeram tudo para que o delito prescrevessem mesmo.

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    1. Sabemos sim, não caia nessa injustiça, os assassinos são Paulo Helal e Dante Michelini com a co-participação da mãe de Aracelli. Pelo amor de Deus não caia na estória desse mentiroso vagabundo. Leia minha resposta a esse falso reporter mentiroso.

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  7. Em todos paises do mundo já aconteceu ou acontece casos como esse.

    Esse caso chocou país todo na época, isso porque o Brasil não tinha tanta violencia como hoje em dia.

    Só que no Brasil reina impunidade e casos como da Araceli acontecem até hoje como no caso da "menina da mala" em Curitiba, que ninguém sabe.

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  8. Infelizmente o ser humano não respeita seus semelhantes, algo assim mesmo que brutal já aconteceu nos quatro cantos da terra, só que aqui no Brasil acontece até hoje e com a mesma impunidade do caso Aracelli e Ana Lidia, na época sociedade ficou chocada porque o Brasil ainda era um país "tranquilo"

    Fico abismado de ver um caso como da "menina da mala" em Curitiba que até agora não tem suspeitos, 40 anos após caso Aracelli e Ana Lidia estamos na mesma merda.



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  9. Seria muito facil se a policia tecnica fizessem na epoca como faz a policia nos estados unidos, vejo muito em casos arquivados que são reabertos depois de 20, 30 anos, eles guardam o semen(esperma) das que esta na vitima, cabelos, objetos e tudo mais que for encontrado ao longo da investigação, depois são arquivados para uma possivel reabertura do caso no futuro. Se tivessem guardado o esperma que foi encontrado no corpo com certeza era só fazer um DNA agora que saberiamos os verdadeiro culpados

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  10. Seria muito facil se a policia tecnica fizessem na epoca como faz a policia nos estados unidos, vejo muito em casos arquivados que são reabertos depois de 20, 30 anos, eles guardam o semen(esperma) das que esta na vitima, cabelos, objetos e tudo mais que for encontrado ao longo da investigação, depois são arquivados para uma possivel reabertura do caso no futuro. Se tivessem guardado o esperma que foi encontrado no corpo com certeza era só fazer um DNA agora que saberiamos os verdadeiro culpados

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  11. A injustiça... Ah a injustiça, um câncer que corrói a sociedade... Fico pensando, como seres tão escrotos assim como esses assassinos nojentos tiveram tamanha covardia para cometer uma tremenda barbaridade dessas com uma criança!!! Como pode?! Esses fdps deveriam pagar muito caro pelo que fizeram! Crianças são mortas brutalmente nesse país desordenado e regredido, casos como o da Rachel Genofre, Ana Lídia, Araceli em que esses bandidos ficam impunes é de chocar. Perco o gosto de viver sabendo da tamanha impunidade que há nesse Brasil e no restante do mundo... é pra acabar mesmo!!!

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    1. Com certeza, esse tal de césar é um fake. Se existe justiça divina, quando esses senhores assassinos morrerem serão recebidos por Aracelli e todas as outras vítimas (com certeza ela não foi a única) e pagarão pelo que fizeram.

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  13. Fiquei chocada como na década de 70 ja havia violência contra crianças. Hoje é frequente,porém quando são presos, sofrem as consequências na cadeia. Aliás a pena inclusive foi aumentada

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  14. Fiquei chocada como na década de 70 ja havia violência contra crianças. Hoje é frequente,porém quando são presos, sofrem as consequências na cadeia. Aliás a pena inclusive foi aumentada

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