E-books: Como guardá-los e editá-los com segurança



Olá, jusamigos(as)!

O primeiro post do ano será dedicado para aqueles que estudam majoritariamente com materiais digitais, os famosos E-books.

Esse post foi inspirado numa dica que dei no instagram do blog (@diariojurista).

Vale lembrar que usarei o termo E-book não apenas me referindo aos livros virtuais (em .pdf, .EPUB, .MOBI etc), mas também a todo e qualquer arquivo usado para fins de estudos: artigos, dissertações, teses, ensaios, resumos etc.


Feitas essas premissas, vamos ao texto.

1. Como guardar um E-book com segurança


O termo-chave que irá conduzir essa conversa será a sincronização.

Para você que está começando agora nesse mundo digital, o termo mencionado possibilita que um mesmo arquivo possa ser acessado de várias localidades e dispositivos diversos (celulares, tablets, kindle, kobo, ipad etc).

Para isso é preciso que esse arquivo esteja salvo numa nuvem. Atualmente várias empresas disponibilizam serviços gratuitos de nuvem com limites diferentes de espaço de armazenamento. 

As que uso e recomendo são: Google Drive, Dropbox, cloudmail.ru (nuvem russa!) e mediafire. Dentre elas, recomendo mais o dropbox dos que as demais em virtude de uma funcionalidade que será detalhada no próximo tópico.

Todas essas nuvens fornecem uma determinada quantidade de memória para armazenamento grátis. Em geral, o espaço gratuito fornecido costuma ser suficiente para a necessidade do usuário. 

Maaaas só ter cadastro não é suficiente, lembra do termo que norteará essa conversa? isso mesmo, sincronização.


Para que você possa acessar seu arquivo em dispositivos para além de seu desktop/notebook, é necessário que você baixe o programa da nuvem nele.

Instalando programa da nuvem no pc
Imagem: instalando no computador um programa de nuvem
para sincronizar os arquivos da conta em diversos dispositivos.

Dessa forma, quando você abrir um arquivo em seu desktop/notebook (um arquivo de texto ou pdf, por exemplo) e salvá-lo na pasta da nuvem (que é criada quando você instala o programa da nuvem desejada), em poucos minutos - a depender do tamanho do arquivo editado - ele já estará visível na nuvem online. 

Assim, você poderá acessá-lo de seu celular, tablet, ipad ou e-reader que possua a função de acesso à nuvem. 

2. Como editar um e-book com segurança


Esse tópico na verdade foi o que me motivou a escrever sobre esse assunto no insta e, agora, no blog.

Aconteceu o seguinte: abri um artigo em pdf que eu havia baixado e guardado no google drive do computador - uma das nuvens que tenho em meu notebook - e então decidi acessar o citado artigo pelo meu tablet, que também possui o google drive instalado. 

O google drive, aviso logo, é uma das melhores e mais seguras nuvens que existem. Mas depois do que ocorreu comigo perdeu o posto de favorita para o dropbox. Explico. 

Inventei de tentar editar o artigo pelo tablet através de um leitor de pdf e, o sair do programa, achei que estava tudo certo. Havia finalizado as edições desejadas e no dia seguinte fui abrir o mesmo arquivo no google drive do computador.

Resultado: PDF corrompido. Meu leitor não abria mais o arquivo. Imagine se fosse um livro?

No meu caso o programa ganha dimensão maior porque sou muito dependente dos arquivos virtuais, pois não produzo materiais de revisão avulsos. Traduzindo: eu reviso minhas leituras através dos grifos que faço nos arquivos. Então eu preciso acessá-los constantemente. 

Pelo que pude notar, o google drive tenta mesclar o arquivo salvo com o arquivo editado. E isso pode gerar erros de leitura como esse que ocorreu comigo.

O mesmo não acontece com o dropbox. Nele, edita-se o arquivo original, não uma cópia gerada pela nuvem. 

Então, se você deseja editar arquivos fora do computador que estejam salvos e sincronizados com a nuvem, use o dropbox.

Por sua vez, se deseja apenas visualizar seus arquivos da nuvem em outros dispositivos, fique à vontade para abri-los em qualquer espécie de nuvem indicada neste texto. 

Para encerrar esse tópico, preciso lembrar do velho jargão popular que afirma que tudo na vida seu ponto positivo e negativo. Pois é, com a edição de arquivos em nuvem não seria diferente.

Apesar do risco citado pelo uso do google drive, qual seja, do leitor de pdf de seu desktop ou notebook não conseguir mais abrir o arquivo, você pode abri-lo dentro do site do próprio google drive.

Apesar do dropbox não ter esse risco de arquivo corrompido, fique ciente de que toda e qualquer edição feita no arquivo, através de outros dispositivos que possuam o app dele instalado, serão gravadas no arquivo original. 

Para mim, essa consequência é exatamente o que eu quero. Já se você deseja acessar seus arquivos da nuvem em seu dispositivo mobile sem alterar necessariamente o arquivo original, o google drive sempre fornecerá a opção de baixar o arquivo. 

Porém, o mesmo pode ser feito no dropbox também. Se quer editar o arquivo sem risco de alterar o arquivo original salvo na nuvem, basta baixá-lo.

Vou te dar o passo a passo de cada uma dessas ações. Preste atenção.

2.1 Acessando o arquivo da nuvem em outro dispositivo sem alterar a versão original do arquivo que estiver na nuvem:


1. Acesse o aplicativo dropbox;
2. Abra o arquivo desejado e clique nos 3 pontinhos {...} ao lado direito do nome do arquivo;
3. Selecione a opção "exportar"
4. Selecione a opção "salvar no dispositivo"

Pronto, assim você irá baixar o arquivo da nuvem em seu dispositivo e poderá fazer todas as edições desejadas sem alterar absolutamente nada do arquivo original, seja ele pdf, epub, mobi, entre outros.

2.2 Acessando o arquivo da nuvem em outro dispositivo e salvando todas as alterações eventualmente realizadas, de forma a sincronizar e modificar o arquivo original:


1. Acesse o aplicativo dropbox;
2. Abra o arquivo e clique nos mesmos três pontinhos;
3. Selecione a opção "Abrir com";
4. Serão apresentados em sua tela os aplicativos de seu dispositivo que podem abrir aquele formato de arquivo, selecione o seu favorito, edite e quando terminar feche o app normalmente, de preferência clicando na opção "voltar" até ele sumir da tela.

Ponto, suas alterações serão salvas no arquivo original. Assim, por exemplo, eventuais grifos e comentários realizados no arquivo quando você leu pelo tablet serão visíveis dentro de alguns minutos quando você abrir o mesmo arquivo em seu pc ou qualquer outro dispositivo que possua nuvem instalada.

2.3 Acessando o arquivo da nuvem pelo desktop/notebook sem alterar o arquivo original 

diariojurista
Quando instalados os programas de nuvem, pastas são criadas em seu computador
Para sincronizar os arquivos, basta salvar os arquivos dentro delas.
O sinal verde, no windows, simboliza a sincronização de todos os arquivos

1. Acesse a pasta da nuvem que está em seu computador;
2. Abra o arquivo através do seu leitor desejado;
3. Faça as edições (grifos, comentários, post-its virtuais)
4. Por fim, selecione a opção "salvar como" e escolha o destino do arquivo editado. Você pode salvá-lo também na nuvem ou na memória interna do seu computador.

Ao seguir esse procedimento, você criará um novo arquivo com as edições realizadas. O arquivo originalmente aberto permanecerá sem as novas edições que você fez.

2.4 Acessando o arquivo da nuvem pelo desktop/notebook e salvando as alterações no arquivo original.


1. Acesse o diretório da nuvem cujo programa você já instalou e fez login em sua conta pelo computador;
2. Abra o arquivo através do leitor desejado;
3. Edite o que quiser;
4. Simplesmente selecione a opção "salvar" ao fim de sua leitura. Ao fechar o programa, a nuvem irá começar o processo de sincronização.

Assim, todas as suas alterações irão para o arquivo original e este poderá ser acessado por qualquer outro dispositivo com nuvem já com as edições. mas atenção: é preciso esperar a conclusão do processo de sincronização. O tempo vai de acordo com sua velocidade de internet.

3. Atenção: aplicativos de leitura e nuvem


Para encerrar a postagem de hoje, farei um pequeno adendo quanto aos aplicativos de leitura para dispositivos mobile (celulares e tablets notadamente) e a relação deles com as nuvens. 

Se você já tiver usado algum desses leitores de e-books, percebeu que quase todos possuem a função de acessar arquivo das nuvens mais conhecidas, como google drive e dropbox.

Porém, quando você acessa a nuvem através do aplicativo de leitura, você apenas irá baixar o arquivo, ou seja, será criado um "novo" arquivo, desvinculado do arquivo salvo em sua nuvem. 

Isso implica no seguinte fato: as eventuais alterações realizadas não ficarão salvas na nuvem, mas apenas no aplicativo de leitura.

Já que falei de aplicativos de leitura, seguem algumas indicações.

A) para PDF: Foxit reader e Xodo. Recomendo muito o foxit, o xodo também é maravilhoso, mas foi com ele que tive o problema de arquivo corrompido que citei mais cedo. Gato escaldado tem medo de água fria, já diziam os mais velhos.

B) Para EPUB: Aldiko reader.

C) Para qualquer formato: Prestigio reader. Sem dúvidas é o melhor app em funcionamento no mercado hoje. É o meu favorito. Abre qualquer formato, até mesmo o pdf corrompido que citei mais cedo ele abriu (único que conseguiu). Super personalizável e ainda vem com a função de leitura em voz alta. O app lê para você no tom de voz e velocidade que você quiser.

Como conselho não recomendo abrir seus arquivos salvos na nuvem, seja ela qual for, abrindo primeiro o app de leitura e depois selecionando dentro dele a função nuvem. Como é algo recente, mesmo os mais usados podem ferrar com seu arquivo. 

Eu tentei abrir pelo Xodo (acessei o app, cliquei na função nuvem, selecionei o google drive) um pdf que eu tinha no google drive e depois disso o pdf ficou corrompido. 

Se quiser abrir um arquivo da nuvem e ler pelo seu app, primeiro abra diretamente o app da nuvem e por lá escolha o que quer fazer. 

Exemplo: Quero ler um artigo salvo em meu dropbox. Acesso o aplicativo dropbox e sigo os passos 2.1 ou 2.2 e não simplesmente abro meu app de leitura de pdf e, dentro dele, escolho a função de acesso à nuvem. 

A função interna de acesso à nuvem dos aplicativos ainda tem muitos erros e isso pode custar a existência do seu arquivo.

Por hoje é só. Desejo uma ótima leitura! E agora com mais segurança.

Como passar no mestrado em direito


Participar de um programa de Mestrado em Direito é o objetivo de muitos estudantes e profissionais da área jurídica. Há várias dúvidas sobre o processo seletivo, que comporta diversas etapas e exige bastante atenção por parte dos candidatos.

Em contrapartida há muita coisa na internet sobre o assunto, porém de forma muito avulsa, desorganizada, o que acaba mais atrapalhando do que efetivamente ajudando a sanar dúvidas de quem tem por objetivo um dia cursar o mestrado em direito.

Pensando nisso, por conhecer o trabalho, qualidade e objetividade do querido Professor Marlon Ricardo, dei como sugestão de vídeo o pedido de dicas sobre esse extenso processo seletivo. Pois não é de agora que vários leitores mandam dúvidas sobre o tema. 

Com a didática que lhe é peculiar, Prof. Marlon (Professor de Direito Penal na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Professor de Direito Penal na Faculdade Campo Grande (FCG). Professor de Direito Penal na Faculdade Mato Grosso do Sul (FACSUL). Professor da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Professor convidado na Escola Superior de Advocacia, Seccional Campo Grande (MS). Professor na Especialização da Faculdade Estácio de Sá e Inspirar. Palestrante nas áreas de Direito Penal e Tribunal do Júri. Advogado Criminalista) não apenas aceitou a sugestão como detalhou todo o procedimento e forneceu dezenas de dicas de como estudar e se preparar adequadamente para essa importante etapa profissional para futuros professores e demais profissionais.

Segue o vídeo:




Redes sociais do Prof. Marlon

Acesse - https://www.marlonricardo.com.br
Curta - https://www.fb.com/penalelegal
Instagram - @marlonricardocriminalista

Matérias obrigatórias do curso de direito: MEC homologa mudanças


Caros jusamigos,

No mês de outubro deste ano, informei a vocês acerca de novidades sobre a organização do curso de direito em relação ao quadro geral de disciplinas obrigatórias. O texto pode ser conferido aqui.

Inclusive eu recomendo a leitura do post anterior para eu não ter que repetir aqui o que foi dito lá.

Estou passando por aqui apenas para confirmar a homologação do MEC do parecer CNE/CES 635/2018, que deu novas diretrizes ao curso conforme já explicado.

A partir de agora as seguintes disciplinas passam a ser obrigatórias:

Teoria Geral do Direito, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Tributário, Direito Penal, Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Trabalho, Direito Internacional, Direito Processual; Direito Previdenciário, Mediação, Conciliação e Arbitragem.

Nota-se, assim, o acréscimo de 03 novos conhecimentos na área essencial do curso: Teoria Geral do Direito, Direito Previdenciário e Mediação, conciliação e Arbitragem. Ou 05, caso trabalhe-se apartadamente os institutos da Mediação, Conciliação e Arbitragem, que seria o ideal.

Certamente essa homologação irá repercutir no exame da OAB, cujo Conselho Federal vinha flertando com alguma dessas matérias agora obrigatórias, como o direito previdenciário.

Ocorre que não apenas o direito previdenciário pode dar o ar da graça no exame da OAB, mas também mediação, conciliação e arbitragem. Além, claro, de teoria do direito.

Se todas elas serão cobradas, de que forma (primeira e/ou segunda fase) e quando serão não sabemos. Mas uma coisa podemos esperar: o exame da OAB sofrerá alterações. 

Além disso, podemos esperar mudanças da própria organização do curso. Maior ênfase em disciplinas como o direito previdenciário pode significar, por exemplo, a inclusão de prática previdenciária como disciplina de estágio obrigatório. 

Mudança eventual que seria muito bem-vinda. As causas previdenciárias costumam ser, além das cíveis e trabalhistas, as mais comuns a serem judicializadas pelos advogados, notadamente quem é da jovem advocacia. 

E apesar de direito do trabalho e direito civil estarem em todas as grades de direito, direito previdenciário até então era mero figurante. Ou seja, um tema que tem muita recorrência na prática não tinha sua teoria estudada na faculdade de forma obrigatória.

Os Professores de direito previdenciário, claro, receberam como muita alegria a confirmação da disciplina no eixo obrigatório do curso. Inclusive foi em razão de um post comemorativo de um professor previdenciarista, o festejado Ivan Kertzman, que eu tomei ciência da confirmação pelo MEC das mudanças.


Espero que agora a ênfase merecida à essa área tão importante seja dada. Assim como às matérias relativas aos meios alternativos de solução de conflitos, que exigirão mais estudo acerca das formas extrajudiciais de litígio e de uma maior ênfase em temas relativos aos institutos da conciliação e mediação.

Para acessar a portaria 1351, clique aqui.

Diário de um estudante deDireito

No ar desde 2012 e com mais de 10 milhões de acessos, o @diariojurista figura como um espaço virtual para a comunidade acadêmica e não acadêmica também. Com textos objetivos e com linguagem simples, visa compartilhar informações, resumos, notícias, dicas e troca de ideias a quem por elas se interessar. Quem escolheu o Direito será um eterno estudante.




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